domingo, 11 de abril de 2010

Parabéns aos investigadores e a Delegada Margarete Barreto.


Galera, a notícia está atrasada, mas como a Parada Gay 2010 está bem próxima e confirmada para o dia 6 de junho, temos o dever de divulgar atos ocorridos em eventos passado e observar se ira repetir no evento futuro.
No dia 04 de dezembro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Delegacia de Crimes Raciais e Crimes de Intolerância (Decradi), anunciou a prisão dos responsáveis pelo atentado ocorrido após o término da 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 14 de junho de 2009. Ao todo, sete jovens (quatro homens e três mulheres) pertencentes à facção neonazista “Impacto Hooligan” foram presos, além de mais dois adolescentes que foram indiciados. Na ocasião, o grupo jogou uma bomba caseira contra diversas pessoas que se concentravam na
Avenida Vieira de Carvalho, no Centro, por volta das 21h. Dezenas ficaram levemente feridas, mas apenas 12 vítimas registraram a ocorrência.

Segundo a confissão de um dos adolescentes integrante da gangue, o ataque foi premeditado uma semana antes da Parada, quando o grupo se reuniu em um bar na região da estação Santa Cruz do metrô. No dia da Parada, todos se encontraram na estação do metrô Vergueiro, e às 16h partiram para a região da Avenida Paulista. Mais tarde, todos rumaram para a Avenida Vieira de Carvalho, onde Rodrigo de Alcântara Leonardo, de 23 anos, atirou a bomba para o alto.

Na semana que sucedeu a Parada, enquanto a APOGLBT organizava um protesto contra os atos de violência ocorridos, a diretoria da entidade recebeu diversas ameaças, entre elas, um e-mail com a imagem de dois rapazes apontando para um terceiro caído no chão, possivelmente vítima de agressão. O e-mail dizia que caso o protesto fosse realizado, o mesmo aconteceria com os organizadores. A imagem foi prontamente encaminhada pela diretoria da APOGLBT à Decradi, o que facilitou a localização dos agressores. “Identificamos os dois (agressores), quem tirou a foto e a vítima de agressão”, afirmou a delegada Margarete Barreto ao jornal Estado de S.Paulo. Por meio de uma dessas pessoas, surgiu a primeira informação de que os autores do atentado a bomba teriam sido integrantes do Impacto Hooligan.

Durante os quase seis meses de investigação, a APOGLBT acompanhou todo o andamento do trabalho desempenhado pela Decradi. “Sempre confiamos no trabalho da Dr.ª Margarete, que desde sempre mostrou-se engajada em atender necessidades da comunidade LGBT. Não esperávamos um resultado diferente”, disse o presidente da Associação, Alexandre Santos.

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